Ônibus acidentado na Serra de Petrópolis tinha 3 irregularidades pelo menos, diz ANTT

De acordo com a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), o ônibus tinha mais de 24 de uso, não tinha cadastro na agência e não tinha cinto de segurança para todos os passageiros; duas pessoas morreram e mais de 50 foram feridas.

O ônibus de excurssão que terminou com dois mortos e mais de 50 feridos na Região Serrana do Rio de Janeiro, tinha pelo menos três irregularidades segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O veículo levava moradores de Belo Horizonte e de Conselheiro Lafaiete para passar o domingo (27) na praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele bateu contra outro ônibus e ainda se chocou contra uma mureta na Serra de Petrópolis no início da manhã do domingo.

Irregularidades do ônibus

  • 24 anos de uso – sendo que o máximo permitido são 15 anos
  • Não tinha cadastro na ANTT
  • Não tinha cinto de segurança para todos os passageiros

 

“Em princípio, o veículo não tinha condições mínimas de segurança para realizar uma viagem dessas”, disse Wallacy Menezes Alves, coordenador de fiscalização da ANTT.

 

Morreram o motorista Mario José de Assis e Tamires Nascimento, de 26 anos, que viajava com a família. Nesta terça-feira (29), o corpo da estudante de psicologia foi enterrado no CCemitério Vale do ipê, em Conselheiro Lafaiete, Região Central de Minas Gerais.

Tamires Nascimento, de 26 anos, morreu no acidente de ônibus que levava mineiros para passar o dia na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro — Foto: Arquivo pessoal

Tamires Nascimento, de 26 anos, morreu no acidente de ônibus que levava mineiros para passar o dia na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro — Foto: Arquivo pessoal

Ainda de acordo com a agência, não consta nenhuma solicitação de viagem para o ônibus envolvido no acidente porque o veículo consta como inativo.

Um documento conseguido pela TV Globo mostra que o ônibus havia side vendido a Mário José de Assis em setembro deste ano. Ele pagou 12 parcelas de R$ 1 mil e ainda deu uma caminhonete na negociação. Apesar da venda, a marca da empresa que era dona do ônibus ainda estava no veículo.

Dos mais de 50 feridos, sete ainda estão internados no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Todos os outros que foram feridos já estão em casa, em Belo Horizonte e em Conselheiro Lafaiete.

A lista de empresas autorizadas a fazer transporte de passageiros fretado está no site da ANTT.

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