Onça-parda é flagrada por armadilhas fotográficas na Rebio Araras, em Petrópolis

Espécie tem baixa população naturalmente, e está ameaçada pelo avanço da ação humana no habitat onde vive. Registro foi feito no último dia 21 de abril pelo Inea.

A presença de uma onça-parda foi flagrada por armadilhas fotográficas instaladas na Reserva Biológica Estadual de Araras, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente, o Inea, o segundo maior felino do Brasil tem baixa população naturalmente e está ameaçada de extinção pelo avanço da ação humana no habitat onde o animal vive.

O registro foi feito no dia 21 de abril deste ano.

O monitoramento de animais no local é feito por meio de armadilhas fotográficas que foram destinadas à unidade de conservação por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público Estadual. O equipamento auxilia a equipe da Rebio no monitoramento da qualidade ambiental da fauna.

Com o auxílio da tecnologia, já foram registradas na Rebio Araras diversas espécies como o Gato-maracajá (Leopardus wiedii), e o Gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus), também ameaçados de extinção.

Somente no ano de 2021, foram contabilizados cinco registros da onça-parda (Puma concolor) dentro dos limites da reserva.

"Pelas características de vida do animal, é possível perceber que a floresta está em equilíbrio, não somente a Rebio Araras, mas também outras unidades de conservação vizinhas que conseguem proteger todo este ambiente florestal e permitir que a espécie sobreviva", disse a gestora da Reserva Biológica de Araras, Érica Melo.

A onça-parda se alimenta de animais silvestres de portes variados e exerce papel vital na manutenção da integridade dos ecossistemas onde ocorre. A espécie tem a capacidade de adaptação a vários tipos de ambientes, de desertos quentes aos altiplanos andinos, com maior atividade ao entardecer e à noite.

Sobre a Rebio Araras

A reserva fica na Região Serrana do Rio e tem 3.837 hectares de área. A Rebio Araras protege em seu interior, aproximadamente, 110 nascentes e 100 km de extensão de cursos hídricos. Além disso, no âmbito do Mosaico Central Fluminense, conecta a Reserva Biológica do Tinguá à Zona de Vida Silvestre da Área de Proteção Ambiental (APA) Petrópolis, duas grandes unidades federais da Região Serrana.

O Instituto Estadual do Ambiente ressalta que na reserva são permitidas apenas visitas de cunho educacional ou realização de pesquisas científicas, mediante autorização prévia

 

Fonte: G1

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