Policial que atirou para dispersar mulheres no RJ é afastado do cargo

Protesto pedia melhorias no atendimento a vítimas de violência

O agente da Polícia Civil que realizou disparos de fuzil para dispersar manifestantes que faziam um ato na porta da delegacia de Paraty, na Costa Verde fluminense, foi afastado das atividades. O policial, que não teve a identidade revelada, teve a arma e o distintivo apreendidos.

Cerca de 50 pessoas participaram do protesto, nesta segunda-feira (10), pedindo melhorias no atendimento às mulheres vítimas de violência, além da prisão de um suspeito de tentar estuprar e matar duas mulheres na Praia do Sono, no dia 3 de março.

Durante a manifestação, o policial civil saiu da unidade segurando um fuzil, e disparou para assustar o grupo, mesmo com a presença de crianças. Houve gritaria e confusão. Apesar do susto, os manifestantes permaneceram no local e ninguém ficou ferido.

Cartazes colados nos vidros da delegacia com frases como "chega de assédio" e "basta de violência contra as mulheres" foram retirados pelos policiais, e jogados no chão. Uma manifestante afirmou que os policiais agiram de forma violenta, causando medo entre as pessoas.

De acordo com o delegado Marcelo Haddad, um inquérito foi instaurado para apurar a conduta dos policiais envolvidos no episódio. Segundo ele, o grupo tentou quebrar os vidros da unidade.

A manifestação ocorreu em diversas ruas de Paraty. As mulheres também caminharam nos arredores da Câmara Municipal da cidade exigindo a criação de um Observatório do Feminicídio. O projeto foi aprovado nesta segunda-feira (10), e, agora, vai à sanção do prefeito Luciano Vidal, do MDB.

 

Fonte: Band

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