Polícia analisa incompatibilidade entre salário e carro usado por bombeiro que atirou em atendente de lanchonete

Policiais também querem saber por qual motivo o veículo estava sem placa.

A Polícia Civil apura se existiria uma incompatibilidade entre o salário e os bens do sargento do Corpo de Bombeiros que atirou contra o atendente de uma lanchonete do McDonald’s na Taquara, na Zona Oeste do Rio. As investigações tentam saber como Paulo César de Souza Albuquerque, que possui um salário de cerca de R$ 8 mil, poderia ter uma Mercedes como aparecem nas imagens de câmeras de segurança.

Os policiais também querem saber por qual motivo o carro estava sem placa. Os investigadores afirmam que ele alegou ter comprado o veículo em um leilão e que a placa foi perdida em uma ventania.

A defesa do sargento do Corpo de Bombeiros afirma que o disparo foi acidental. Ele se apresentou na 32ªDP (Taquara), que investiga o caso, prestou depoimento e foi liberado.

Mateus Domingues Carvalho, de 21 anos, segue internado no CTI do Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. De acordo com a família, ele perdeu o rim esquerdo e ainda deve passar por uma nova cirurgia para reconstruir o intestino. O quadro de saúde é estável. A família nega a versão da defesa.

“Não teve um disparo acidental. Ele está bem consciente e sabe muito bem o que aconteceu. E não foi acidental. Isso mexeu muito com ele. Ele tem medo e não sabe como vai ser quando voltar. Ele pensa no voltar ao trabalho”, disse Marcela Costa, tia do jovem.

O McDonald’s afirma que está colaborando com as investigações e prestando assistência aos familiares do funcionário.

 

Fonte: G1

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